A humanidade está a evoluir desde sempre, isso deve-se à nossa capacidade de armazenar e organizar os estímulos que nos envolvem, tanto individualmente como colectivamente.
A memória e a capacidade de organização dos conteúdos mentais através do pensamento e da comunicação está a fazer surgir uma sociedade com características completamente novas. A propriedade que melhor identifica essa novidade é a COMPLEXIDADE.
O que distingue a sociedade complexa das anteriores é o facto de termos ultrapassado um limiar de quantidade de conhecimento armazenado. E isso está a provocar uma ruptura com as práticas sociais estabelecidas.
A origem da mudança é sobretudo na intensidade, mas as consequências são qualitativas. Atingido esse estado do sistema - com uma certa quantidade de conteúdos mentais organizados e com uma extensão do sistema cognitivo por via das tecnologias - apresentam-se novos desafios, jamais enfrentados pelos seres humanos.
Níveis de estimulação humana muito elevada, convivência quotidiana com culturas e lógicas profundamente díspares, exigências de âmbito global, alternância consecutiva dos modelos comportamentais, requalificação do corpo humano, e muitos outras transformações.
Para lidar com esta nova ordem tem de ser uma ética CONSTRUTIVA, para além do seu papel restritivo atríbuido no passado, e de PROCESSO, ao invés de ser essencialista. A ética para o futuro poderá ser classificada como uma META-RACIONALIDADE. É uma ética de aprendizagem, (in)formativa e pluralista.
terça-feira, 3 de março de 2009
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