Os valores são suportes lógicos do raciocínio individual - são "ganchos" da mente - que servem de geradores lógicos. E cada um tem a sua -única e identitária.
Os valores são mesmo os habitantes da mente que mais influenciam a construção de cada raciocínio. Ou seja, cada conteúdo mental, resultante de um processo de raciocínio, é composto preferencialmente por elementos que pertencem também à composição da estrutura de valores. Acontece o mesmo com o código genético dos filhos, este é parcialmente partilhado com os genes dos pais porque é recebido em herança. No processo de raciocínio cada novo pensamento-filho partilha no seu código uma grande parte da estrutura dos valores-pais.
É importante reconhecer que esta visão defende implicitamente que todo o raciocínio é formado a partir de outro - o que numa linguagem cognitivista pressupôe dizer que todo o conteúdo mental é gerado a partir de outros conteúdos da mente. E os valores asseguram uma parte importante dessa dinâmica de ciclos geradores de conteúdos mentais.
Isso acontece devido à sua posição central (redundante, frequente e intensa) na estrutura topológica de cada mente. A essa posição é usualmente consignado o termo confiança.
A emergência de um conteúdo "banal" à categoria de valor processa-se da seguinte forma: algo acontece, uma experiência, que permite melhorar a confiança num conjunto de raciocínios lógicos, os conteúdo que lhes dão corpo surgem com maior frequência nos processos mentais e comunicacionais quotidianos. E porque aumenta a sua participação no processo de composição dos novos conteúdos mentais sobe, mais ainda, a confiança que lhes é atribuida. Nessa altura os valores estão disseminados na mente de forma tão profunda que acabam por integrar com uma elevada probabilidade e com uma elevada contribuição cada processo de raciocínio. Portanto, subiram na sua frequência estrutural - redundância -, subiram na sua frequência comunicacional e subiram na sua intensidade reaccional (emocional). Quando atingem esse limiar de confiança é-lhes atribuído a designação de valores e situam-se como a fonte auto-referencial da dinâmica mental de cada indivíduo.
Este processo por ser tão co-dependente da relação que se estabelece entre as experiências passadas e cada estrutura resultante - cada estado do sistema - faz de cada indivíduo uma entidade com uma lógica própria: auto-referente, única, irrepetível e identitária.
quinta-feira, 5 de março de 2009
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