A questão mais premente que se coloca ao cidadão da sociedade complexa é lidar com a mudança. Se o nosso quotidiano evolui permanente e bruscamente é fundamental manter um certo nível de prontidão para responder a esse desafio.
Mas a mudança não é apenas a substituição dos modelos comportamentais, tal como acontece pelo processo de alternância nas sociedades abertas (democráticas e inovadoras). A mudança de paradigma lógico é também um acontecimento quotidiano. Na nossa sociedade coabitam diferentes culturas, com paradigmas lógicos e comportamentais díspares, logo, sempre que mudamos de cenário social, a interacção com a nova estrutura cria uma pressão para fazer uma ruptura mental com o estado anterior - deverá, portanto, emergir uma nova composição mental, mais adequada para o relacionamento com esse novo nicho. Sendo assim, a sociedade em mutação permanente necessita de uma estrutura de governação das relações sociais que evolua e promova a evolução e capacidade de ajustamento mental do indivíduo.
É por isso que, não é só importante desenvolver uma nova ética, é necessária uma visão diferente da sua função. O seu objectivo não deve ser o de bloquear a criatividade e a comunicação entre cidadãos, não deve servir apenas para restringir comportamentos, não deverá contribuir decisivamente para responder aos desafios de cada um em cada caso concreto, deverá rejeitar o absoluto e o eterno. Servirá para melhorar a eficácia da relação do indivíduo com a vastidão de estímulos que caracterizam a sua envolvente. É uma ética de processo, que procura estimular os elementos do sistema a fluir. Isto é, manter a conversação permanente do indivíduo consigo mesmo e com os outros.
Denominamos esta como a ética da aprendizagem. Acreditamos na importância da manutenção do equilíbrio entre dois eixos desenvolvementistas: a expansão e o ajustamento.
terça-feira, 3 de março de 2009
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